@porflaviaantunes
O encontro com a própria história
Há coisas que aconteceram há muito tempo.
Mas não ficaram no passado.
Regressam na forma como reages. Nas relações que repetes. Naquilo que toleras demasiado tempo. Na forma como te defendes, te afastas ou tentas agradar.
E, muitas vezes, na forma como educas os teus filhos.
Talvez porque nem tudo o que está a acontecer começou no presente.
31/10 · 10h–18h · Encosta do Sol, Torres Vedras · 8 vagas
Há aquilo que aconteceu. E há aquilo que fizemos por dentro para o atravessar.
Uma criança não compreende a sua história como um adulto. Adapta-se a ela.
E algumas dessas adaptações continuam connosco muito depois de terem deixado de ser necessárias.
Talvez já saibas que não precisas de te proteger. E, mesmo assim, proteges-te. Talvez já tenhas compreendido muita coisa e os padrões permaneçam.
É aqui que começa este encontro. Não para procurar culpados, nem para ficarmos presos ao passado. Mas para perguntar:
O que da minha história continua a viver em mim?
Um dia. Duas partes.
Um encontro presencial a 31 de outubro, das 10h às 18h, com pausa para almoço.
Encontrar
Descemos abaixo do que é imediatamente visível. Olhamos para a experiência do trauma, para as formas como aprendemos a adaptar-nos e para o que ainda se manifesta no presente.
Não precisas de chegar com uma história definida. Começamos por aquilo que hoje se repete e seguimos o fio.
Espaço
Sem pressa de conclusões. Integração não é perceber mais: é dar tempo ao que foi visto.
Ganhar território
Perguntamos: e agora, o que faço com aquilo que encontrei? Trazemos para a vida aquilo que foi visto, para podermos ocupar a nossa vida de outra maneira.
Uma experiência, não uma aula.
Um grupo pequeno, com enquadramento sobre trauma, desenvolvimento e padrões familiares, e uma perspetiva sistémica e astrológica: o que carregamos, o que repetimos e como isso se cruza com o nosso mapa natal.
Cada pessoa aproxima-se da própria história até onde for adequado para si.
Não tens de contar o que não queres contar. Não tens de chegar preparada. Só precisas de chegar disponível para observar.
É para ti se…
- Há uma situação na tua vida que parece repetir-se, apesar de todos os teus esforços para a mudar.
- Dás por ti a reagir de uma forma que não queres e, depois, perguntas-te: “porque é que fiz isto outra vez?”
- Há coisas que toleras demasiado tempo, ou que evitas, sem saberes bem porquê.
- Tornaste-te mãe ou pai e a relação com os teus filhos começou a mostrar-te desafios que não estás a conseguir resolver.
Ou simplesmente sentes: “Há mais aqui.”
Não precisas de ter feito qualquer percurso de desenvolvimento pessoal. Precisas apenas de querer olhar.
Não vamos mudar o que aconteceu. Vamos mudar a posição a partir da qual te relacionas com isso.
Quem te acompanha
Sou Flávia Antunes. A minha formação atravessa a educação Montessori, o acompanhamento sistémico e o trabalho com famílias.
Durante anos, olhar para as crianças ensinou-me que o comportamento raramente conta a história inteira. E isso não termina quando crescemos.
Não para te dizer quem és, mas para criar condições para olhares a tua história com outra consciência.
Os detalhes
Haverá coffee breaks ao longo do dia. O almoço não está incluído.
Este é um encontro de desenvolvimento pessoal e reflexão, com uma perspetiva sistémica e educativa. Não é psicoterapia, acompanhamento psicológico ou tratamento de perturbações de saúde mental, e não substitui acompanhamento por profissionais de saúde qualificados quando necessário. Não precisas de experiência anterior com trabalho sistémico.
